terça-feira, 10 de julho de 2018

Receita de fallafel (bolinhos de grão de bico)

Olá gente linda.

Não tem havido muito tempo para escrever por aqui. Não sei se é o tempo na verdade porque tempo lá o conseguimos "desencantar" entre uma tarefa e outra, será mais o meu estado de espírito que fica ocupado a tratar de coisas que julga importantes, quem sabe? Digo-vos também, a minha coragem (ou falta dela) para escrever e para mostrar ao mundo que a vida nem sempre é como nas redes sociais ou então para lidar com aqueles que possam achar que das minhas letras só sai disparates.

Na verdade,  nunca ninguém me transmitiu tal coisa (o que não quer dizer que não pensaram), porém fico eu a pensar no politicamente correto. Admiro as pessoas que não se preocupam minimamente com o que os outros possam estar a pensar, pelo menos, é o que vejo em muitas postagens nas redes sociais (se a pessoa tem necessidade de dizer isso aos outros, já deve querer dizer que afinal não é bem assim). Então, dizer o que se pensa ou ser politicamente correto? A resposta penso estar na pessoa ou na situação. Alguém me disse, certa vez, que há pessoas (acho que se referia a uma pequena vasta maioria de seres) que não gostam de ouvir a verdade (aqui entre nós, que ninguém nos ouve, penso que a pessoa em questão se referia a si própria mas shhhhh, não se diz nada a ninguém). As pessoas vivem num dia a dia em que vêem as coisas de uma determinada forma com determinados tons (eu inclusive) e tudo o que lhes é apresentado de novo exige alguma ginástica para ser assimilado. Perfeitamente normal.

Ser ou não politicamente correto, tem dias... Se adoram dar a vossa opinião só porque sim e isso não vai beneficiar ninguém (pode é inclusivamente magoar) o melhor é manterem a boca fechadinha. Se, pelo contrário, é algo que fará a pessoa pensar e até se calhar contribuir para o bem estar da pessoa, por que não?

Mas vamos à receita que o que nós gostamos é de um bom petisco.



Fallafel no forno


Nota: O fallafel de grão de bico são as bolas na foto
 que, que neste caso, foram servidas com salada de quinoa e
pickles de couve chinesa.

Ingredientes:

- 500 g de grão de bico seco
- alga kombu (alga?? Pra quê?)
- 50 g de amêndoas (usei os restos do leite de amêndoa que fiz no dia anterior)
- Sal
- pimenta preta
- alho seco
- salsa
- coentros
- tamari


Modo de fazer:

- Colocar de molho o grão de bico cerca de 8 horas com uma tira fina de alga kombu, pois como o grão é uma leguminosa pode ser meio indigesto às vezes e isto a modos que torna a coisa mais fácil. Quanto às 8 horas muitas vezes passa, ponho de molho durante a noite por exemplo.
- Escorrer a água e colocar o grão e a alga (esse estranho ser) num processador de alimentos que triture bem sem água. Eu tenho a Yammy mas há outros bons para o efeito.
- Deitar lá para dentro tudo o resto, amêndoa, temperos e ervas. Triturar tudo muito bem triturado. Não usem quantidades mínimas para temperar, por favor, coloquem tempero há vontade na comida e nos vossos dias.
- No final formar bolinhas e colocar no forno para assar, podem passar em azeite e convém que o ar quente circule bem no vosso forno para que fiquem bonitas e uniformes.


Nota: Servem para acompanhamento num prato ou para matar aquela "roeza" durante a tarde num piquenique. Basicamente, servem para comer. Podem adicionar alguns molhos, mas isso é conversa para outro dia.


Ps: eu não sei escrever shhhhh e às vezes até tenho de confirmar algumas outras palavras, o que é uma treta porque até sou professora, o que vale é que os meus alunos me entendem... A perfeição hoje não quer nada comigo!

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Cozido vegetariano? É simples, saudável e barato

Confesso, nem sempre faço pratos muito elaborados. Verdade, nem sempre tenho paciência de os fazer, mas até nem é isso. No dia a dia gosto mesmo de comida bem simples. Gosto que os meus filhos apreciem sabores simples e naturais. Normalmente, cá em casa comemos muitos vegetais, crus ou cozinhados, embora para as crianças tenhamos muitas vezes de negociar os crus.

Dizem que as crianças comem aquilo que os pais comem e tal. Que se comerem desde sempre vegetais, vão adorá-los... Mentiraaaaa! Não é verdade. Nós sempre comemos imensos vegetais e os nossos filhos, se puderem escolhem sempre para comer massa ou batata comum (coisas que raramente comemos cá em casa). Na realidade, inicialmente até comiam bem vegetais, mais tarde os únicos vegetais que comiam bem era os da sopa (mas aqui tem um extra, um dos pequenos almoços preferidos deles é sopa com ovo). Depois, passaram por várias fases, em que comiam cenoura, mas não podiam ver verdes, em que comiam bróculos mas não queriam saber de cenoura e por aí vai. Neste momento, têm algumas preferências alimentares, porém, por agora, comem de tudo um pouco e negoceiam os crus, menos mal.

Então um dos pratos que mais habilidosamente faço cá em casa (deito tudo p'ra dentro da panela e coloco a cozer) é o cozido vegetariano. É do agrado de todos, barato e de pouca dificuldade de execução.



Ingredientes (a olho que eu não sei se comem muito ou pouco, eheh):
Cenouras
Pimpinelas (chuchus p'ra quem mora do outro lado do Atlântico)
Couves lombarda
Batata-doce
Salsicha de tofu (uso sem glúten, as mais simples possível. A maior parte dos "enchidos" vegetarianos têm farinha e ingredientes estranhos lá dentro)
Ovos

Modo de fazer:
- Cozinhar tudo em água e sal com um dente de alho. Deito os ovos mais perto do final para não cozinharem demasiado.
- Depois de cozinhado, escorrer a água. 
- Temperar com azeite, alho bem miudinho e ervas aromáticas.







terça-feira, 5 de setembro de 2017

Agenda escolar 2017-2018

A chegar bem fresquinha a agenda mais pedida de todos os tempos!! Que nela apontem os momentos de avaliação, as coisas sérias que têm para fazer senhores professores e caríssimos alunos. No entanto, não deixem de apontar também os momentos mais importantes como os aniversários, os convívios com os amigos ou as idas ao cinema com os vossos mais que tudo. Um excelente ano letivo a todos.

Pode descarregar a sua agenda aqui e o calendário escolar pode encontrá-lo aqui.




Calendário escolar simples 2017-2018

Olá :)

Voltei!! Quase um ano depois é certo, porém com material fresquinho para quem está a iniciar o novo ano letivo. Partilhem com colegas e sobretudo com os vossos alunos. Para o descarregar podem clicar aqui.

A agenda escolar podem-na descarregar aqui.


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Pare por alguns momentos, apenas sinta...

Num destes dias, houve um momento em que fechei os olhos e somente foquei na minha respiração. Inicialmente, era um pouco difícil, os pensamentos vinham e iam, eu deixava-os ir e tornava a focar-me no meu ritmo respiratório, na sensação do ar a entrar pelas narinas e encher os meus pulmões. Aos poucos, a minha respiração foi se tornando cada vez mais profunda e, a certa altura, alguém me colocou um pequeno quadradinho de chocolate preto na mão pedindo que o sentisse com as minhas mãos. Senti-o. Com a ponta dos meus dedos, senti a sua forma, a sua textura suave. Depois, pediram que o cheirasse. Senti um cheiro forte, bom, inebriante, quase que podia sentir o seu sabor e ainda nem o tinha provado. Ainda de olhos fechados, solicitaram que trincasse um pouco e deixasse dissolver na boca. Que sensação maravilhosa! Sentir cada pequena parte deste processo em pormenor, focar-me no sabor que aos poucos se soltava do chocolate. Um pouco mais tarde, pediram que colocasse o resto do chocolate na boca e o trincasse, mastigando-o devagar. Senti-o a quebrar-se perante a pressão dos meus dentes, reparei na maneira como ele se espalhava na minha boca e na forma como a língua o envolvia. Senti o sabor do chocolate a invadir cada parte da minha boca e ao mesmo tempo do meu cérebro, passar pela minha garganta e pronto… dadas estas sensações todas, nunca mais olhei para o chocolate da mesma maneira. Foi numa aula do Curso intensivo de Facilitador de Meditação Infantil ministrado pela professora de Yoga e Meditação infantil, Patrícia Oliveira.
A verdade é que o nosso dia a dia se desenrola tão rotineiramente que já nem apreciamos o prazer que cada uma das nossas atividades deveria nos dar, comemos sem saborear, passamos todos os dias pelos mesmos locais sem os contemplar. E que tal parar? Experimentar por alguns momentos começar de novo? Fazer um passeio ou saborear um alimento como se fosse a primeira vez? Estar presente, com foco nesse momento, sem distrações. É a isto que chamamos de meditação. 
Grande parte de nós, quando houve falar em meditação, pensa em alguém sentado a tentar não pensar em nada, a tentar parar a mente, o que certamente deverá ser complicado. Ninguém consegue deixar de pensar e não é isso que se pretende com o ato de meditar. Certa vez, alguém me disse que quando estivéssemos muito cansados na sala de aula ou a fazer um trabalho em que chegámos a um impasse, podíamos simplesmente pegar numa caneta, respirar fundo e olhar para ela como se fosse a primeira vez, reparar em todos os seus contornos, na sua cor, na forma como rodopia na nossa mão ou como desliza no papel… A meditação pode ser vista como um botão que nos ajuda a reiniciar quando o sistema está sobrecarregado ou um portão que, se permitirmos claro, se abre e nos deixa ver como somos por dentro, revelando-nos os verdadeiros sentimentos, o nosso eu mais íntimo. 
Quanto à Patrícia, ela regressa à nossa ilha em Março do próximo ano. Não perca a oportunidade de fazer este curso. Durante esta semana, escolha um momento qualquer, pare e viva-o como se fosse a primeira vez, apenas sinta! Uma semana feliz.