terça-feira, 30 de setembro de 2014

Tinta de terra - um dia sem pressa

Há alguns dias atrás, eu e as crianças acompanhámos o papá ao terreno para regar as plantas. Saímos de casa os quatro, estava já o sol aproximar-se do horizonte. Caminhámos sem pressas, com a calma de quem leva dois bebés pequenos (17 meses e 1 mês) e a sensatez de que de nada adianta tentar apressar o tempo.

Falo deste modo porque ultimamente, com duas crianças pequenas, tem sido um pouco difícil, levar os nossos projetos adiante e um dia que poderia ter começado durante a manhã bem cedo no terreno, onde há mil e uma coisas para fazer, iniciou-se ao entardecer após uma grande quantidade de peripécias com as crianças durante o dia.

Penso que isto ocorre com a maior parte das famílias, pois ainda há dias estava a conversar com uma amiga que me disse que teve de fazer o luto da vida de solteiro. Eu nunca senti propriamente essa necessidade e, apesar de atualmente as pessoas preferirem, na generalidade, fazer “tudo” antes dos filhos nascerem, eu e o meu marido consideramos que o crescimento deles deve fazer-se a par do nosso . Não deixamos de fazer nada por termos tido filhos, bem, não saímos à noite todas as semanas, mas, quero dizer, antes já não fazíamos isso e quando saímos, vamos a sítios ao ar livre, muito mais agradáveis, para que eles possam ir também.
A vida já não é a mesma é verdade, mas não me queixo porque faz parte desta fase e da opção de ver os filhos crescerem, acompanhar cada conquista das suas ainda tão fresquinhas vidas. Como não queremos fazer nada para mudar isso, optamos, com frequência, por fazer as coisas juntos (que é a essência da nossa vida) mas ao ritmo deles. 

Neste momento sinto-me um bocado “estagnada”. Os nossos filhos são ainda bebés e necessitam muito da nossa dedicação, mas falando muito sinceramente, nesta etapa estimulam, com regularidade, o nosso físico mas não o nosso cérebro. Aliais, esta foi precisamente uma das razões de ter iniciado este blog, tinha saudades de escrever, além de que estava a necessitar de estímulo intelectual.

Voltando ao assunto que me levou a escrever este post, constatámos então que tudo tem seu ritmo e se queremos que todos acompanhem, mantemos a marcha ao ritmo do mais lento. Como é sempre interessante incluir as crianças nas nossas atividades, enquanto o nosso terreno era regado, nós aproveitámos para fazer tinta de terra e tenho de vos dizer, terra molhada “é tudo de bom” como dizem os brasileiros.



Atividade - Tinta de terra

Material necessário:
- pincel
- terra peneirada (diferentes tipos de terra = diferentes cores)
- água
- material para ser pintado (folhas de papel, bocados de madeira, pedras)




Procedimento:
- Deitar a água na terra até ficar com consistência de tinta e sujar-se muito!




Pelo meio da atividade foi apanhado e comido um belo tomatinho que estava ali ao lado. MMMMmmm, que belo lanche!


Por quê ficar pelo papel ou pela madeira? Pintar com os dedos é tão gostoso.

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2 comentários:

  1. Estive a dar uma olhadela pelo blog e esta muito fixe, estas fotos fizeram me lembrar quando eu era pequeno e ia para debaixo da ameixieira brincar na terra fazendo túneis e estrada. Beijinhos e abraços para toda a família.

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  2. ;) Também eu brincava na lama quando era pequena quando os meus avós iam regar o terreno. Lembro-me de ficar bem feliz. Beijinhos.

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