segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O outono




O outono chegou. Já lá vão uns dias é certo, mas apeteceu-me falar sobre ele, sobre a sua energia. Cá por casa é altura de reflexão, introspecção, estávamos mesmo a precisar. Digamos que os tons de amarelo, laranja e castanho chegaram no momento certo. Não poderia ser de outra maneira, na natureza tudo é organizado em ciclos e depois da azáfama do verão, é tão bom recolher entre meias grossas, mantas e os nossos pensamentos.

Este verão foi especialmente agitado e calmo ao mesmo tempo, trouxe mudanças para a nossa família, um calor mais forte do que a própria estação, um fruto mais doce que os outros anos, a nossa cria mais nova. Numa madrugada quente de agosto, sentimo-nos mais completos, mais vivos, chegou um pedaço de nós que nem sabíamos que faltava e, assim como um copo que já se encontrava cheio, transbordámos de felicidade. Embora felizes, o ritmo cá em casa é diferente, mais vagaroso e mais rápido ao mesmo tempo, que corre ou anda conforme a melodia dos choros, das gargalhadas, enfim, da vida.

Muitas pessoas elaboram listas, com coisas para fazer ou para comprar, com desafios ou desabafos. Isto acontece, pelo menos com a maior parte das pessoas, na passagem de ano, com as resoluções para o ano novo. Penso que tal facto se deve à mudança, à dinâmica do tempo, pois uma mudança externa incentiva-nos, ajuda-nos a delimitar esse mesmo tempo, dá-nos um começar de novo e abraça-nos com uma frescura ternurenta.

Verdadinha seja dita, sejamos claros, a maior parte dos tópicos destas listas ficam-se mesmo só por intenções e de boas intenções, como sabemos... Brincadeiras à parte, cumprindo ou não o que importa é o momento, a reflexão inerente à sua elaboração, a libertação de que é possível fazer melhor, a utupia momentantânea de que é possível ser perfeito, a esperança de um mundo melhor. Seja como for, cumprindo ou não, eu faço-o nesta altura, penso nas alterações que quero idealmente fazer à minha vida e escrevo-as numa lista que tenciono cumprir escrupulosamente, pelo menos enquanto escrevo :) Não vou falar sobre elas, são minhas, pertencem à minha história, a um dos meus recomeços, mas quero dizer-vos que se querem recomeçar, podem sempre fazê-lo e o outono é a altura perfeita!



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