quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Um dia... conquistarei o mundo :)

Lá estou eu aqui falando sobre o tempo de novo. É, cada vez mais penso sobre isso, até porque tenho reencontrado vários amigos de infância recentemente (deve haver alguma mensagem subentendida aqui para mim, mas ainda não percebi qual). Engraçado, sempre tive medo do passar do tempo, a sério, não pelo envelhecimento propriamente, mas porque tenho medo de perder o dito tempo, de perder a oportunidade, de não aproveitar determinado momento e ups... passou.

Sabem, sou daquelas pessoas que pensa sempre que tudo se adapta. Como um puzzle tudo na vida se vai encaixando e, de certo modo, é mesmo assim, afinal por mais dramas que tenha uma vida, ela vai terminar um dia e depois, mais dia menos dia, cai no esquecimento.

Detesto perder tempo, seja com zangas, com aborrecimentos ou com inutilidades, mas a expressão que mais abomino é mesmo "um dia...". Um dia vou viajar, um dia terei filhos, um dia irei visitar aquele amigo que não vejo há imenso tempo, um dia vou sair e me divertir, um dia farei isto, um dia vou ser feliz, um dia... Por norma, e na minha mera opinião, quando começamos uma frase dessa maneira, esse dia dificilmente chega. Para mim, daí a minha preocupação com o tempo, é essencial não deixar nada para "um dia" e viver o presente pois a vida não é para um dia, a vida já está a correr desenfreadamente em cada gesto, cada olhar, cada palavra, cada emoção nossa.

Existem aquelas frases maravilhosas de "vive cada dia como se fosse o último", "aproveita o dia", "a vida é uma peça de teatro que não permite ensaios", sim, vocês também conhecem mas isso é só mesmo cantiga bonita para colocar nas redes sociais porque, a bem dizer, rapidamente se esquece.
Penso que o meu maior medo é estar perto de morrer e pensar:"já acabou e eu não fiz nada que prestasse!" ou "deixei passar tantos momentos que devia ter aproveitado".

Há cerca de um ano e meio perdi um grande amigo que ocupava um cargo importante no trabalho e, provavelmente. se ele faltasse a uma reunião seria o "fim do mundo" porque o seu trabalho seria "imprescindível". O que constatei é que, inevitavelmente, quando ele não pôde voltar mais, a vida simplesmente continuou. Por isso, e correndo o risco de cair em clichê, vivam o hoje e se querem fazer algo mas não pode ser já, comecem a fazer por isso e definam um prazo mesmo que ele seja longo porque "um dia" não é amanha ou daqui a uma semana ou sequer daqui a dez anos. "Um dia" é a simples projecção de um desejo momentâneo, de um sonho, que, na maioria das vezes, o mais certo é não vir a acontecer, porque um dia... ó caros leitores, um dia nunca chega.


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