segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O que me apaixona

Como é de fácil constatação este blog ainda é um bebé, quer dizer, provavelmente nem isso, será mais um feto ainda em desenvolvimento a aguardar ansiosamente o momento do seu grande e triunfal nascimento. Procurei, por isso, ideias para o blog (para dizer a verdade pesquisei como ter um blog de sucesso) e a primeira coisa que apareceu foi que deveria escrever sobre coisas que realmente gostasse. Assim, lembrei-me de escrever sobre o que me apaixona.



Sou apaixonada pela reflexão, pela escrita ao amanhecer(mesmo que não seja para ninguém ler) e pela leitura ao entardecer, pelos livros em geral, embora os romances de amor me cativem um pouco mais. A minha mãe contava-me histórias todos os dias antes de deitar e eu também o faço. Sou apaixonada pela novidade, pela descoberta, pelo prazer de ser pioneiro. Apaixona-me viajar, o prazer de chegar a um sítio novo e sentir os cheiros, as cores, a temperatura, o vento na cara. Adoro o primeiro dia férias e detesto a arrumação obviamente necessária no último (até porque geralmente quero trazer muita coisa e é um stress arrumar as malas). Adoro tudo o que diz respeito à arte de cozinhar, os utensílios de culinária velhos que nunca me falharam, cozinhar para os outros, os sabores intensos, os cheiros dos alimentos frescos e muitos sabores e texturas num só prato. Amo mesmo a cozinha natural e dá-me muito, mas mesmo muito prazer cozinhar pratos cheios de legumes que toda a gente adora.

Apaixona-me a educação, ou deverei dizer, a aprendizagem livre. Há um mundo inteiro para ser conhecido, explorado e sentido lá fora. Adoro ver crianças em liberdade, pois embora pareça ridículo e quase uma comparação abominável, as crianças de hoje estão presas, são domesticadas, quer dizer, educadas pela sociedade, o que, atenção, não quer dizer necessariamente bem educadas. Hoje em dia valorizamos muito mais a criança do que antigamente, mas na mesma tiramos-lhes a liberdade, a vontade intrínseca de aprender, colocando-as uma serie de horas aborrecidas entre quatro paredes a olhar para um quadro ou para a televisão. Com frequência, falta-se-lhes ao respeito, não se ouve os seus desejos, os seus quereres, não se deixa brincar, não se deixa viver. Queremos modelar um pequeno ser que no final surgirá como adulto que, sem refletir, repetirá o mesmo processo só porque sim, porque pensar, meus amigos, pensar é um ato perigoso.

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