sexta-feira, 29 de abril de 2016

Paleo? Vegan? Crudivorismo? Macrobiótica? E se todos tiverem um bocadinho de razão?

Já várias pessoas me pediram para falar sobre a nossa alimentação. Isto não apenas no que diz respeito às sobremesas ou aos dias festivos, mas em relação ao dia-a-dia. Pois, é verdade, nós não comemos bolos todos os dias e para dizer ser sincera essa é uma das razões pelas quais às vezes me custa um pouco manter o blog, uma vez que não quero comer como se todos os dias fossem dias de festa. Sim, comer mel ou outro tipo de adoçante natural qualquer é só em dia de festa. Não é naquela de "é mais integral e tal! Vou comprar 5 Kg de geleia de arroz ou açúcar de coco" ou o que quer que seja.


Como já falei aqui no blog alterámos a nossa alimentação há cerca de 6 anos. Não me sentia bem e fui ao Instituto Macrobiótico de Portugal onde tive uma consulta com o Francisco Varatojo. Esta consulta mudou a minha vida. O Francisco disse logo que os problemas que eu tinha eram facílimos de tratar com uma alimentação mais cuidada. Admito que desconfiei da sua palavra, pois eu, na altura com 22 anos, desconhecia uma imensidão de mundo que havia ainda por descobrir neste âmbito. Durante ambas as gravidezes segui esta linha de alimentação, embora tivesse adicionado maior percentagem de alimentos crus.


Sempre gostei de cozinhar e o facto de o fazer com novos ingredientes e brincar com os sabores de modo a comer pratos saudáveis, porém saborosos, aguçou ainda mais o meu interesse e daí até conhecer novas correntes de alimentação foi apenas um passo. Já experimentei algumas dessas ideologias e na verdade reconheço que todas têm os seus pontos fortes e que, na verdade, até têm muita coisa em comum. Não é por acaso que os praticantes de vários tipos de alimentação diferentes juram a pés juntos ter-se sentido incrivelmente melhores, ou mesmo ter-se curado ou melhorado os sintomas de algumas doenças. Comecei então a pensar no que haveria de comum em cada uma dessas alimentações e juntando a algumas pesquisas, surgiram os seguintes princípios, através dos quais me tento orientar no dia a dia, embora sem grande fundamentalismo (há os dias de festa como costumo dizer):

- Comer uma grande percentagem de vegetais - 50% a 75% do prato, optar por variar, as cores são um bom indicador;
- Optar por alimentos de baixo índice glicémico - evitar farinhas, hidratos de carbono refinados e açúcares de qualquer tipo;
- Comer apenas frutas da época - de preferência ao pequeno almoço. Prefiro as frutas silvestres e evito as tropicais.
- Ingerir pouca quantidade de leguminosas - li que no máximo 1 xícara por dia e pareceu-me uma boa medida. Prefiro, por norma, as mais pequenas como as lentilhas, por exemplo;
- Adicionar uma pequena quantidade de pickles de vegetais fermentados à alimentação - Depois posso mostrar como os faço.
- Utilizar gorduras de boa qualidade - azeite, abacate, sementes, frutos secos, óleo de coco, uma reduzida percentagem de peixe selvagem ou carne de pasto. Evitar os óleos vegetais altamente processados como o de soja, amendoim, girassol ou canola ricos em omega 6 (ácido gordo inflamatório);
- Utilizar peixe selvagem ou carne de pasto quase como tempero - não é necessário muita quantidade e normalmente preferimos o peixe. Uma nota importante relativamente às quantidades, pois "pouca" quantidade é diferente de pessoa para pessoa. Em relação ao peixe, comemos 2 a 3 vezes por semana e apenas algumas gramas (ex: um filete de pescada partido num molho dá perfeitamente para nós os quatro, sendo que as crianças, apesar de pequenas, comem tanto como nós) e em relação à carne, duas a três vezes por ano.
- Reduzir os cereais (especialmente os que contêm glúten) - no meu caso a parte do glúten é obrigatória. No caso de comer cereais opto por arroz integral. Uso com alguma frequência os chamados pseudocereais (que na verdade são sementes) como o millet, a quinoa ou o trigo sarraceno;
- Evitar os laticínios - eu sou intolerante e se comer começo com uma azia que me faz querer arrancar o esófago e depois vomito ou dá-me diarreia, no entanto, conheço várias pessoas que sem esses sintomas também se sentiram bem melhores ao retirar o leite, por isso é uma questão de experimentar;
- Preferir alimentos de origem biológica - sem químicos, sem OGM, sem hormonas e sem antibióticos.



Nota: Se forem pesquisar as receitas mais antigas do blog, certamente se aperceberão que nem todas vão ao encontro destes princípios, mas fazer o quê? É andando e aprendendo, sem muito stress à mistura, eheh. Note-se ainda, que as pessoas são diferentes e respondem de modo diferente à ingestão e determinados alimentos. Isto não é uma religião e não existe uma verdade única e absoluta. O importante é conhecer-se e estar atento à forma como se sentem com a ingestão ou não deste ou daquele alimento. Esta é a fórmula que vai funcionando para nós, para vós pode ser uma diferente, ainda assim, podem experimentar muitas das receitas do blog. Certamente não se irão arrepender.

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2 comentários:

  1. Olá Débora!
    Adorei seu post. Estou conhecendo/praticando a macrobiótica, também não estava me sentindo bem e em minhas buscas encontrei a orientação macrobiótica. Seguirei as orientações e penso num futuro próximo encontrar uma forma saudável de alimentação para mim e minha família. Forma esta que será um mosaico das experiência que tenho vivenciado sobre alimentação.

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  2. :) partilhado no grupo Emagrecer perder peso = ganhar Saude Portugal

    https://www.facebook.com/groups/emagrecer.portugal/

    https://www.youtube.com/watch?v=EJDY6QCcwcI

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